Noticia: PROJETO ESCOLA

 

 

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Depósito de Teatro

Apresenta:

 

SOLOS TRÁGICOS

uma investigação sobre a tragédia através dos tempos.

 

TEXTOS DE ÉSQUILO, SÓFOCLES, EURÍPEDES, SHAKESPEARE, SARTRE E AZAMA.

 

Um hipotético desastre natural, como os tantos que vem acontecendo ultimamente. Seis sobreviventes. Seis solos trágicos. Esse é o ponto de partida para a trágica narrativa do espetáculo. Uma pesquisa sobre a evolução da tragédia dos gregos até Michel Azama, autor francês contemporâneo.

Afirmamos que o momento é oportuno para uma proposta teatral ligada a pesquisa na área da tragédia clássica. O momento humano, a ambivalência, o perverso ritmo alucinado do tempo, a violência generalizada, a banalização de todos os sentimentos, a fúria dos castigos naturais, a miséria cultural/informatizada a que chegamos, parecem nos forçar a procurar respostas em antigas tradições, como se quiséssemos investigar onde foi que perdemos o fio da meada.

 

Direção: Roberto Oliveira

Elenco: Daniel Colin, Elisa Heidrich, Isandria Fermiano, Lucas Sampaio, Rodrigo Fiatt, Fernanda Petit

Música: Arthur de Faria e Adolfo Almeida Jr.

Classificação etária: 14 anos

Duração: 70 min

O QUE SERIA DO VERMELHO se NÃO FOSSE O AZUL

 

Afirmando os  ideais de LIBERDADE, IGUALDADE e FRATERNIDADE, o Depósito de Teatro, lançou em abril de 2009 o espetáculo infantil O QUE SERIA DO VERMELHO SE NÃO FOSSE O AZUL. A peça fala de temas fundamentais como a tolerância, a aceitação das diferenças, a solidariedade e a diversidade. Os diálogos são extremamente ricos e interessantes e a mensagem primeira diz respeito ao valor do trabalho em equipe.

 

veja as fotos da peça no BLOG:

oqueseriadovermelhosenaofosseoazul.blogspot.com

 

Duração: 50 minutos

Faixa etária: dos 4 aos 10 anos

Prêmio Tibicuera Teatro Infantil MELHOR ESPETÁCULO Júri Popular

Prêmio Tibicuera Teatro Infantil MELHOR PRODUÇÃO

 

 A COR-DE-COLORIDO COMO SÍNTESE DE CIDADANIA

 

Antônio Hohlfeldt

 

O diretor Roberto Oliveira já assinou muitos espetáculos infantis, sempre evidenciando criatividade e modernidade, elementos fundamentais para prender a atenção da criança contemporânea. Agora, ele responde por O que seria do vermelho se não fosse o azul, peça de sua própria autoria, que ele também dirige. Na verdade, trata-se de dois textos: o primeiro é uma espécie de roteiro em que atores discutem sobre seu trabalho e procuram fazer uma equipe. Num segundo momento, os atores chegam a um consenso e resolvem encenar uma história. O espetáculo engata e a gente aumenta a atenção sobre a cena.

Teatro infantil, hoje em dia, é coisa difícil. Há que ter capacidade de inovar, sugerir coisas novas à criança, mostrar-lhes situações inusitadas. Nesta perspectiva, o espetáculo anda bem, sem abrir mão de nada, explorando inclusive poucos objetos e adereços e um espaço cênico vazio, o trabalho mostra uma unidade muito maior e, por isso, é mais inteligível.

Para que isso ocorra positivamente, foi importante a cenarização de Modesto Fortuna e Rudinei Morales (especialmente aquele pano todo colorido), assim como os figurinos - brilhantes - de Ana Fuchs e Ig Borghese, que se inspiram no próprio título do trabalho e assim misturam, eficientemente, o azul com o vermelho (mais o branco e o preto), com excelentes efeitos. Os bonecos de Guilherme Luchsinger, grandes e coloridos, cumprem à risca sua função, num certo momento do trabalho, assim como as composições musicais de Roberto Chedid (músicas) e Roberto Oliveira (letras), com direção musical de Roberto Chedid, são comunicativas e fáceis de se guardar na memória.

O jovem elenco é muito equilibrado e cumpre rigidamente a linha de direção. Elisa Heidrich, Philipe Philippsen, Francine Kliemann, Juliano Canal, Lucas Sampaio e Luiza Pezzi compõem um grupo bem afinado e articulado, que garante o ritmo do trabalho e a comunicabilidade geral do espetáculo, que é leve e movimentado. O resultado final, assim, é um trabalho divertido, comprometido com a valorização da criatividade e da imaginação, que apresenta boa comunicabilidade com o público. O resultado se coloca sempre num patamar acima de boa parte das produções a que assistimos rotineiramente na cidade e, portanto, merece atenção da parte dos pais, quando tenham de escolher onde levar seus filhos. Com uma vantagem: pela sua dupla perspectiva, acaba agradando à gurizada de pequena idade, por seu colorido, e aos mais velhos, pelos temas que aborda.

É importante que, sem apresentar qualquer tonalidade explicitamente pedagógica, o espetáculo discuta alguns temas fundamentais, sobretudo a tolerância com o outro e a aceitação necessária das diferenças étnicas e culturais. Num momento em que tanto se discutem tais questões, é significativo que, indiretamente, as crianças sejam levadas a refletir a respeito do assunto.

 

Crítica publicada no Jornal do Comércio – 30 de abril de 2009.

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